A primeira reunião do comitê está agendada para a próxima segunda-feira (1º), em Genebra. O grupo deve tratar, entre outros assuntos, do aumento de casos de microcefalia e de doenças neurológicas possivelmente associado à infecção. Sobre a relação entre o zika vírus e casos de malformação congênita e síndromes neurológicas, ela diz que ainda precisa ser confirmada, mas afirma que há uma suspeita muito forte. “As possíveis ligações, apenas recentemente levantadas, rapidamente mudaram o perfil de risco do zika, de uma leve ameaça a algo de proporções alarmantes. A crescente incidência de microcefalia é particularmente alarmante, já que coloca um fardo de partir o coração sobre famílias e comunidades.”
De acordo com a BBC, o comitê também deve definir se a epidemia do zika constitui emergência em saúde pública global, como aconteceu na epidemia de ebola detectada na África Ocidental que matou mais de 11 mil pessoas.
Margaret diz que a situação é preocupante por conta de fatores como, segundo o The Guardian: ausência de imunidade entre a população; falta de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápido; possibilidade de disseminação global da doença, quando considerada a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus, em diversas partes do planeta.
“Além disso, condições associadas aos padrões de clima impostos pelo El Niño este ano devem aumentar a população de mosquito de forma significativa em diversas áreas”, afirmou. “O nível de preocupação é alto, como o nível de incerteza. Perguntas não faltam. Precisamos obter algumas respostas rapidamente.”
Surto no Brasil
O governo federal anunciou que 220 mil miltares vão ajudar no combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, da febre chinkungunya e do vírus zika. Os homens das três Forças Armadas vão atuar em 356 municípios.
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O que é microcefalia?
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