A notícia teve ampla repercussão nas redes sociais, onde o governo Macri colheu muitos elogios e, também, vários questionamentos de argentinos e venezuelanos. “A decisão de @mauriciomacri de tirar os quadros de Kirchner e Chávez é antilatino-americana”, escreveu o internauta Luis Carlos Pinzón, no Twitter. Segundo informou o jornalista Santiago Fioritti, do “Clarín”, o governo Macri também mandou retirar uma caricatura de Kirchner sozinho e outra do ex-presidente abraçado a seu colega e amigo Luiz Inácio Lula da Silva.
Nas últimas semanas, os comentários sobre o futuro dos retratos circularam intensamente nos corredores do palácio presidencial argentino. Sabia-se que os quadros de Kirchner e Chávez não permaneceriam por muito mais tempo em uma das sacadas internas da Casa Rosada, da qual Cristina costumava discursar. — Não fazia sentido manter esses quadros. Não temos retratos de ex-presidentes recentes como Carlos Menem e Eduardo Duhalde, então, por que de Kirchner? — perguntou uma fonte do governo Macri, que pediu para não ser identificada.
Cristina retirou chefes do golpe militar
Os retratos foram levados para o Museu do Bicentenário, localizado ao lado da Casa Rosada.
— São símbolos de outra época — assegurou a fonte.
Ainda permanecem no palácio presidencial argentino quadros do ex-presidente Juan Domingo Perón e de outros líderes históricos do país e da região. A ideia do governo Macri é fazer uma ampla reforma na Casa Rosada, assim como, também, na residência oficial de Olivos, para onde a família presidencial pretende se mudar entre fevereiro e março.
Os retratos de Kirchner e Chávez foram inaugurados por Cristina em seu segundo mandato.
— Me sinto muito emocionada e muito afortunada porque estive junto a dois grandes homens que representam um antes e um depois na História da região — disse a ex-presidente, na época.

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