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A Polícia Civil de Araxá, no Alto Paranaíba, cumpriu na manhã desta sexta-feira (22) mandados de busca em apreensão na Comunidade Afro Brasileira de Araxá (Coafro). Foram apreendidos computadores, arquivos, documentos, impressoras, entre outros objetos que, segundo aponta investigação, estavam em estado de abandono.

O advogado da Coafro, Daniel Rosa, informou ao G1, por meio de nota, que vai buscar judicialmente a recuperação dos bens e que eles estavam devidamente guardados.

De acordo com o delegado Renato de Alcino, as investigações são relacionadas aos bens adquiridos com recursos públicos, que foram repassados em 2014, durante a interinidade do ex-prefeito Miguel Júnior.

“No decorrer das investigações descobrimos que vários bens adquiridos com recurso públicos estariam em estado de abandono. Convocamos o poder judiciário e Ministério Público (MP) para arrecadação desses bens”, informou.

O delegado explicou que essa investigação diz respeito a má utilização dos recursos públicos. “Vamos investigar se houve por parte dos dirigentes algum tipo de apropriação desses recursos. A ação foi tomada devido a omissão dos dirigentes da entidade, que para nós, não teria condições técnicas de receber recursos de origem pública”, explicou.

Sobre a destinação dos objetos apreendidos, o delegado afirmou que serão repassados a outras entidades. “Os bens serão usados em favor da comunidade araxaense e não vão ficar apreendidos na Polícia Civil”, concluiu.

Veja a nota na íntegra
A Coafro se coloca à disposição das autoridades para esclarecer quaisquer dúvidas a respeito de qualquer fato, e também esclarece que todos os bens pertencentes a instituição estavam devidamente guardados em uma sala, objetivando o início das atividades da instituição, e que buscará judicialmente que seu patrimônio não seja cedido para outras instituições, uma vez que, a Coafro atua junto à comunidade de Araxá.

 

 

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