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O presidente da República em exercício, Michel Temer, aproveitou um ato com militares nesta quarta-feira (3) no Palácio do Planalto para dizer que, em sua avaliação, a \"tranquilidade será absoluta\" no período dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

\"Tenho tranquilidade absoluta em relação às Olimpíadas. Não é incomum que, naqueles momentos que antecedem grandes encontros internacionais, haja uma ou outra notícia que coloque em dúvida a segurança. E posso dizer, por tudo que tenho participado, que a tranquilidade será absoluta\", declarou Temer no evento.

Temer deu a declaração ao discursar na cerimônia na qual foi formalizada a promoção de 90 militares de Exército, Marinha e Aeronáutica. A mulher do presidente em exercício, Marcela, o acompanhou na cerimônia.

Em seu pronunciamento, com cerca de dez minutos, Temer disse que era preciso recordar a participação \"extraordinária\" das Forças Armadas em operações como as missões de paz da ONU e a Copa do Mundo de 2014.

Aos militares, o peemedebista lembrou que as delegações estrangeiras já estão no Brasil para que os atletas participem da Olimpíada e disse, \"sem medo de errar\", que o país \"conta\" com os militares para garantir a segurança.

\"Vamos ter Olimpíadas que vão fazer com que nós possamos, mais uma vez, por meio do esporte, projetar o Brasil no mundo e, especialmente por meio do esporte, dar uma visão, digamos assim, de paz\", afirmou o presidente em exercício.

Temer acrescentou ainda, ao citar a Copa de 2014, que o Brasil não ganhou o mundial, mas \"ganhou o mundo, precisamente em função da organização do mesmo grupo [Forças Armadas] que agora trabalha nessa atividade e já prestou serviços no passado\".

Ajuste fiscal e Congresso
Embora fosse um evento voltado para militares, sem a presença de parlamentares, Temer voltou a dizer que, neste momento, a \"prioridade\" do governo é fazer com que o país retome o crescimento econômico. Sem entrar em detalhes, o presidente em exercício disse que o ajuste fiscal \"se impõe sobre todo o governo\".

No primeiro semestre, o Planalto enviou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o aumento dos gastos da União e dos estados à inflação do ano anterior pelos próximos 20 anos. Para virar lei, a medida deve ser aprovada por pelo menos três quintos dos deputados e dos senadores e dois turnos – o Executivo quer aprovar o projeto ainda neste ano.

\"Numa democracia, a interação entre Executivo e Legislativo é fundamental. Aliás, muitas vezes faço esse comentário, as pessoas acham que o Executivo fez e isso é a \'palavra definitiva\'. A palavra do Executivo é uma parte do processo. Num segundo momento, é o Congresso Nacional, onde está a representação popular, que se manifesta\", acrescentou Temer.

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