Manifestantes de vários grupos e movimentos se reuniram na Praça Henrique Kruger, no Centro de Uberaba, por volta das 17h desta sexta-feira (2) para protestar contra o atual presidente Michel Temer. Segundo a organização, 100 pessoas participaram do movimento. A Polícia Militar não compareceu ao local.
Durante a concentração foram feitos discursos. Com narizes de palhaços e cartazes os presentes gritaram palavras de ordem como \"Fora, Temer\".
Isabela Caetano, estudante e organizadora do evento, disse que estiveram presentes representantes do Movimento dos Sem Terra (MST), alunos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), pessoas da cultura pela democracia e gente que representa a Previdência Social. \"São vários grupos e movimentos aqui, mas também tem aqueles que não têm uma bandeira específica, que passou por aqui nos viu e se juntou\", comentou.
Segundo Isabela, após o decreto final sobre o destino da ex-presidente Dilma Roussef, ela recebeu várias mensagens através de aplicativo e redes sociais de pessoas chateadas com a situação. Foi aí que resolveram se unir para a manifestação desta sexta-feira.
\"Já fizemos pequenos eventos de conscientização do que estava acontecendo no país, mas na quarta-feira tivemos um choque, mesmo sabendo que os votos dos senadores não seriam mudados. Mas quando aconteceu conversei com muita gente e todos estavam baqueados, pois temos medo de retrocesso. Não queremos isso. O Brasil tem 500 anos e mal cresceu. A gente ficou anos nas mãos dos maiores. Então, começamos a montar o evento para discutir a questão e viemos para cá hoje\", acrescentou.
O professor e jornalista Anizio Bragança Junior participou da mobilização por não concordar com a mudança de governo. Ele a considera injusta, assim como as formas com que foram feitas a deposição da ex-presidente. \"Me sinto ainda preocupado com a não legitimidade que têm sido feitas as propostas que penalizarão demais a população. É um projeto que é grave e que não passou por uma eleição. Esta situação que o Brasil está vivendo é bem complexa e fere muito a democracia\", comentou.
Trânsito
Após os discursos, os manifestantes fecharam o cruzamento da Avenida Fidélis Reis com a Rua Governador Valadares por alguns minutos. Em seguida foram para a Avenida Leopoldino de Oliveira e também interditaram o trânsito. Durante o ato, alguns motoristas que passaram pelo local apoiaram o movimento; outros xingaram os manifestantes e fizeram buzinaço. Ninguém de nenhum órgão da Prefeitura esteve presente para controlar o trânsito na região.
Por volta das 19h, os manifestantes voltaram para a Praça Henrique Kruger e encerraram o ato.
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